Quinta criação do Inominável, a tragédia carioca Concreto Armado apresenta a história de Manuela (Marina Vianna), professora de arquitetura que acaba por promover uma mudança radical em sua pedagogia, tendo em vista a truculência que assola a realidade da cidade do Rio de Janeiro durante a Copa do Mundo de 2014. O espetáculo teve estreia nacional em março de 2014 na Mostra Oficial do Festival de Curitiba como espetáculo convidado. Em seguida, realizou temporada de estreia no Teatro de Arena do Espaço Sesc, em Copacabana/Rio de Janeiro, permanecendo em cartaz durante abril de 2014.

Com direção de Diogo Liberano, que assina a dramaturgia em parceria com Keli Freitas, o espetáculo parte do concreto armado, tipo específico de concreto que por aglutinar diferentes ingredientes possui força suficiente para sustentação de prédios e arquibancadas. Escrita em processo, a dramaturgia apresenta a ficção de uma turma de alunos e uma professora que investigam a restauração do estádio Mário Filho – o Maracanã – durante a Copa do Mundo de 2014 na cidade do Rio de Janeiro. Em cena, um drama sobre a construção de um país e de seus cidadãos. Uma ficção, escrita em processo de ensaios, que encontra na educação o principal tema, como base para qualquer construção (seja arquitetônica ou a de uma nação).

 

Adassa Martins, Andrêas Gatto, Carolline Helena, Flávia Naves, Gunnar Borges, Laura Nielsen e Marina Vianna
Fotografias de Paula Kossatz

 

O processo de criação começou em novembro de 2011, com pesquisas teóricas e encontros entre os integrantes da companhia que aconteceram até o fim de 2012. Em 2013, investiu-se na realização do programa de performances, por meio do qual, a cada mês do ano (de maio de 2013 a janeiro de 2014), cada integrante realizou uma ação na cidade do Rio de Janeiro, visando tocar na paisagem urbana e nas temáticas que dão mote ao projeto. Nesta criação, a companhia define – de vez – o seu interesse investigativo: a relação entre performance e teatro e a possibilidade de atualização da experiência teatral por meio desse encontro com a arte da performance.

Nas palavras do escritor e professor Denilson Lopes: "Poderia ser a peça das manifestações de junho de 2013 e da Copa desse 2014. E talvez até agora não tenha visto nada tão sensível como este Concreto Armado dirigido por Diogo Liberano com o Teatro Inominável que enfrente este último ano que estamos vivendo. Trabalho com urgência sem ser oportunista porque sustentado numa imagem forte. O presente é narrado por uma narradora póstuma. Se tudo já aconteceu, o que vemos são ruínas e fantasmagorias que sem perder a premência do presente nem cair num distanciamento frio, nos fazem ver tudo por um olhar marcado pela contabilidade de cacos e fragilidades".

 

Equipe de Criação

Direção: Diogo Liberano
Dramaturgia: Diogo Liberano e Keli Freitas
Diretora Assistente: Marcela Andrade
Elenco: Adassa Martins (Riane), Andrêas Gatto (Paolo), Carolline Helena (Antonisia), Flávia Naves (Virgília), Gunnar Borges (Alexandre), Laura Nielsen (Glória) e Marina Vianna (Manuela)
Trilha e Direção Musical: Luciano Corrêa
Cenário: Elsa Romero
Figurino e Visagismo: Marina Dalgalarrondo
Iluminação: Renato Machado
Preparação Corporal (Paisagens Afetivas): Maíra Gerstner
Fotos: Paula Kossatz
Vídeos de Divulgação: Philippe Baptiste
Programação Visual: Francisco Barcelos – Lebre Azul
Produção: Dani Carvalho e Tamires Nascimento
Assistente de Produção: Ramon Alcântara
Artistas-Pesquisadores (UFRJ): Bruno Marcos (pesquisa “Poéticas da Negação”) e Natã Lamego (pesquisa “O trágico e a cena contemporânea”)
Realização: Teatro Inominável

 

Blog | Dramaturgia | Programa da temporada de estreia


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