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Carolline Helena e Flávia Naves | Foto de Thaís Grechi

Carolline Helena, Adassa Martins, Natássia Vello e Flávia Naves | Foto de Thaís Grechi

Adassa Martins, Flávia Naves, Natássia Vello e Carolline Helena | Foto de Thaís Grechi

Adassa Martins e Natássia Vello | Foto de Thaís Grechi

Carolline Helena, Diogo Liberano e Natássia Vello | Foto de Thaís Grechi

Diogo Liberano | Foto de Thaís Grechi

 

Algumas palavras sobre Miranda

Segunda criação do Inominável, a comitragédia Vazio é o que não falta, Miranda, que estreou em 2010, apresenta as atrizes da companhia e o diretor na tentativa, sem sucesso, de encenar a obra Esperando Godot de Samuel Beckett.

Iniciado em outubro de 2009, o processo de criação do espetáculo travou um longo embate com a dramaturgia do irlandês para redescobrir, se possível, o seu valor que faz décadas é tão divulgado. Em Esperando Godot, o dramaturgo falecido em 1989 apresenta dois mendigos à espera de Godot, que parece ter em mãos a salvação mais imediata dos pobres homens. Nesta obra marcante do pós-guerra, Beckett faz um retrato da condição humana marcado pela angústia de estar vivo, apresentando um vazio existencial que ainda hoje ecoa no homem contemporâneo.

Flyer de divulgação da apresentação realizada na Mostra Rumos Teatro em São Paulo, a convite da cia brasileira

Em Miranda, porém, tal angústia existencial encontrou seu contraponto mais sincero na angústia criacional das atrizes e do dramaturgo/diretor. O teatro foi o instrumento escolhido para que os artistas pudessem se relacionar com o mundo de hoje e com as suas questões mais imediatas. Miranda, dessa forma, é uma tentativa de tirar proveito do vazio, buscando sinalizar sua existência enquanto parte constituinte de todo e qualquer ser. Assim, por meio de uma sucessão de jogos com a linguagem e com a sua própria falência, os criadores se tornam peças de um jogo sempre instável e refém do encontro com o espaço no qual se apresentam e com os espectadores presentes.

Em abril de 2013, o espetáculo se destacou no Festival de Curitiba. Nas palavras da crítica Luciana Romagnolli, Vazio é o que não falta, Miranda revelou grande potência por absorver os humores do momento e as orientações feitas em cena pelo diretor. O vazio, o insignificante e o falho da vida se transformam em linguagem nessa que é uma das propostas mais ousadas vistas neste ano. O espetáculo estreou em 2010, ainda como Esperando Godot, como exercício de direção de Diogo Liberano na graduação da UFRJ. Logo em seguida, virou Miranda e desde então já realizou inúmeras temporadas no Rio de Janeiro, além de ter percorrido inúmeras cidades do Brasil participando de festivais e mostras de teatro.

Desde 2014, Miranda se apresenta sempre com novas atrizes e atores convidados, intensificando o risco proposto pela peça e mantendo a criação numa incessante busca por si mesma. Clique a seguir para ler o artigo [Des]esperando godot – estudo de um processo de criação via negativa, escrito pelo diretor Diogo Liberano a partir do processo de criação do espetáculo e publicado na revista Questão de Crítica em abril de 2013.

 

Equipe de Criação

Vazio é o que não falta, Miranda
Da obra Esperando Godot de Samuel Beckett

Direção e Dramaturgia: Diogo Liberano
Diretora Assistente: Thaís Barros
Elenco: a cada apresentação um novo elenco. Já passaram por Miranda: Adassa Martins, Andrêas Gatto, Carolline Helena, Dominique Arantes, Fabíola Sens, Flávia Naves, Gunnar Borges, Júlia Marini, Laura Nielsen, Márcio Machado, Mayara Yamada e Natássia Vello
Cenário: Rafael Medeiros
Figurino e Caracterização: Adassa Martins e Natássia Vello
Iluminação: Diogo Liberano e Thaís Barros
Direção Musical: Philippe Baptiste
Produção: Clarissa Menezes
Co-Realização: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Realização: Teatro Inominável

 

Alguns trechos de críticas e depoimentos

 

Premiações

Festival Estudantil de Teatro (FETO - Belo Horizonte/MG), Miranda recebe a premiação pela sua pesquisa de linguagem: pela investigação sobre elementos da arte contemporânea relacionando-os ao teatro através da presentificação da relação com o espectador, da não linearidade na dramaturgia e da criação de atmosferas em lugar da narratividade.

 

Acesse o blog do espetáculo
desesperandogodot.blogspot.com.br

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