Algumas palavras sobre Nada brilha

Oitava criação do Inominável, Nada brilha sem o sentido da participação é uma ação artística literária-dançada a partir do poema "Conversa com a Pedra", de Wislawa Szymborska. Criada pelo ator, diretor e performer Gunnar Borges, a ação, que conta com a participação da atriz Joana Rodrigues lendo o poema de Szymborska, estreou em 2017 durante a temporada de outra criação da companhia, poderosa vida não orgânica que escapa, no Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), Rio de Janeiro/RJ.

“Conversa com a Pedra” é um poema de Wislawa Szymborska, poetisa, tradutora e socióloga polonesa. A antologia “Poemas”, que reúne alguns de seus textos em português, oferece uma escrita que se inclui no contexto histórico, afetivo e social da autora. Em larga escala, seus versos revelam em fragmentos a complexidade humana na sua rede de afetos. A ação Nada brilha... surge inicialmente em 2016, na Faculdade Angel Vianna integrando a programação da Mostra Anual de Dança.

Nada brilha sem o sentido da participação apresenta movimentos corporais que expandem a paisagem literária que o poema comporta. Trata-se de uma dança para os versos. Além da produção imagética que as palavras evocam no papel, a dança aqui pretende capturar um ritmo com o qual o movimento encontre a métrica apresentada no texto e, assim, expanda os afetos e sentidos das palavras em uma partitura de movimentos, compondo para quem assiste uma dança para poesia que lança movimentos no espaço.

 

 

O poema se desenvolve na conversa de um sujeito com uma pedra. Estamos diante de alguém que tenta abrir a porta da pedra insistentemente e ela, convicta e dura por natureza, só oferece recusa. Para tanto, a cena se constitui assim: uma cadeira e o performer Gunnar Borges frente a ela. Para os ditos da pessoa do poema, os movimentos se dão em pé, em frente à cadeira, já para a reposta da pedra, os movimentos se dão na cadeira. Ao fundo o poema é lido pela atriz convidada Joana Rodrigues.

A leitura é a música da célula coreográfica, cada verso propõe um sentido, que propõe uma métrica, que propõe um ritmo, que, por sua vez, propõe um movimento. A experiência tem a duração de 25 (vinte e cinco) minutos, podendo ser apresentada em galerias, salas de espetáculos, salas multiuso e também em ruas, assumindo-se como uma ação artística literária-dançada.

Nesta ação, Borges entrelaça ferramentas do teatro e da dança para construir uma pequena obra de caráter performativo, seja para espaços cênicos ou não. Nada brilha sem o sentido da participação é dança como forma de explorar a presença e as possibilidades dramatúrgicas que o corpo pode engendrar no seu âmbito estético-político. Através desta criação, apresenta-se a possibilidade de gerar movimentos através da literatura; o encontro do poema contemporâneo com o movimento; a apresentação de uma experiência psicofísica do corpo canalizado pela poesia.

 

Equipe de Criação

Poema “Conversa com a Pedra”: Wislawa Szymborska
Criação e performance: Gunnar Borges
Leitura do poema: Joana Rodrigues
Produção: Clarissa Menezes e Diogo Liberano
Realização: Teatro Inominável

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