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especulações acerca de yellow bastard

nova criação da companhia, o monólogo yellow bastard, com direção e dramaturgia de diogo liberano, apresenta a história de um ser extraterrestre – interpretado por márcio machado – que, há cinquenta anos, cumpre penitência no planeta terra. agora, porém, ele retorna ao seu planeta natal, não sem antes deixar um relato sobre os acontecimentos e experiências vivenciados neste período (1968-2018).

o que se coloca como descoberta central desse personagem é justamente a intolerância humana, um espanto frente à capacidade que o ser humano tem de rechaçar o seu semelhante. para desenhar tal olhar sobre a humanidade, investe-se num personagem ficcional – estrangeiro – marcado pela diferença: o protagonista é um ser cuja pele é completamente amarela. em outras palavras, para mirar a intolerância humana aposta-se no ponto de vista de um ser também alvo desta intolerância. nesta nova criação, a dramaturgia visa compor uma ficção não apenas a partir da história recente da humanidade, mas também a partir de experiências biográficas do ator márcio machado.

 

 

em processo colaborativo, a companhia investirá numa intensa caracterização do ator, aliada ao trabalho expressivo de seu corpo. outro pilar da encenação será o uso do recurso audiovisual, tanto como ferramenta documental de acontecimentos da história recente, bem como expressão da forma pela qual o protagonista é afetado pelo homem contemporâneo. de acordo com o filósofo contemporâneo bruno latour, jamais fomos modernos tendo em vista que o projeto moderno gerou, em última instância, não o progresso desejado, mas, sobretudo, inúmeras formas de destruição e melancolia.

algumas intensas transformações se revelam centrais nestes últimos cinquenta anos: aumento desenfreado da população mundial, avanço da tecnologia, destruição ambiental, ditaduras, lutas pela liberdade, neoliberalismo e terrorismo. e é esse o olhar que yellow bastard enxerga ao mirar o homem na virada do século xx para o xxi. porém, aqui, os temas da humanidade são vistos por uma lente estrangeira, que justamente por estar na distância, compreende melhor o mecanismo de nossa sociedade contemporânea.

yellow bastard tem estreia prevista para junho de 2018 no rio de janeiro. saiba mais sobre o processo de criação acessando o blog.

 

equipe de criação

yellow bastard

direção e dramaturgia: diogo liberano
co-direção: andrêas gatto
elenco: márcio machado
direção de produção: clarissa menezes e thiago pimentel
realização: teatro inominável

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