Décima criação da companhia, o monólogo YELLOW BASTARD, com direção e dramaturgia de Diogo Liberano, apresenta a história de um ser extraterrestre – interpretado por Márcio Machado – que, faz décadas, cumpre penitência no planeta Terra. Agora, porém, ele retorna ao seu planeta natal, não sem antes deixar um relato sobre os acontecimentos e experiências vivenciados neste período.

O que se coloca como descoberta central desse personagem é justamente a intolerância humana, um espanto frente à capacidade que o ser humano tem de rechaçar os seus semelhantes. Para desenhar tal olhar sobre a humanidade, investe-se num personagem ficcional – estrangeiro – marcado pela diferença: o protagonista é um ser cuja pele é completamente amarela. Em outras palavras, para mirar a intolerância humana aposta-se no ponto de vista de um ser também alvo desta intolerância. Nesta nova criação, a dramaturgia visa compor uma ficção não apenas a partir da história recente da humanidade, mas também a partir de experiências biográficas do ator Márcio Machado.

 

Ilustrações de Diogo Liberano

 

De acordo com o filósofo Bruno Latour, jamais fomos modernos tendo em vista que o projeto moderno gerou, em última instância, não o progresso desejado, mas, sobretudo, inúmeras formas de destruição e melancolia. Algumas intensas transformações se revelam centrais nestes últimos cinquenta anos: aumento desenfreado da população mundial, avanço da tecnologia, destruição ambiental, ditaduras, lutas pela liberdade, neoliberalismo e terrorismo. E é esse o olhar que YELLOW BASTARD enxerga ao mirar o homem das décadas finais do século XX até as primeiras do XXI.

YELLOW estreia em junho de 2019 no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, tendo sido contemplado pelo Programa Banco do Brasil de Patrocínio (2017-2018). Para acompanhar o processo de criação, acesse o blog do espetáculo clicando aqui.

 

Equipe de Criação

Direção e Dramaturgia: Diogo Liberano
Atuação: Márcio Machado
Diretor Assistente: Andrêas Gatto
Direção de Movimento: Gunnar Borges
Cenário: Elsa Romero
Figurino: Diogo Costa
Iluminação: Livs Ataíde
Design Gráfico e Registro Fotográfico: Thaís Barros
Direção de Produção: Clarissa Menezes
Realização: Teatro Inominável

 

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